segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Calendário do Advento I Dia 1 - Conto: Entrevista com o Pai Natal

 

Fomos encontrá-lo a fazer embrulhos e a arrumar sacos e malas no porta-bagagens do trenó. Para meter conversa, visto que o Pai Natal, sujeito muito modesto, não gosta de ser entrevistado, perguntámos-lhe:

– Então, muito trabalho, este ano?

– Nem calcula! É que as meninas e os meninos estão cada vez mais exigentes. Só querem brinquedos caros e volumosos. Ora, eu, francamente, já não tenho forças para carregar com tanta coisa! Tome o peso a esta caixa, faça favor.

Nós pegámos na caixa e concordámos que era pesada.

– É um comboio eléctrico inteirinho, com os comandos, carruagens, baterias, central, estações e apeadeiros. Pois multiplique este peso por centenas e centenas. Veja o meu trabalho! E não tenho ninguém que me ajude.

Tivemos pena do Pai natal.

– Claro que os meninos, depois, queixam-se de que eu não trouxe tudo o que eles pedem... Pois como havia de ser de outra forma? Para chegar a todos – e nem faz ideia quanto me custa nem sempre chegar a todos – tenho de reduzir a encomenda de cada um. O porta-bagagens do trenó não é de elástico e as minhas forças também têm limites.

– Só a sua paciência, Pai Natal, é infinita – dissemos-lhe nós, a ver o que ele respondia.

– Nem sempre, meu amigo, nem sempre! Quando recebo cartas como esta, perco a paciência. Ora leia.

Desdobrou uma folha de papel e deu-nos a ler. A carta era assim:

"Querido Pai Natal:

Queria pedir-lhe uma boneca daquelas grandes, que eu vi, no outro dia, numa montra, quando fui sair com a minha mãe. Queria o enxoval completo da boneca, uma banheira para lhe dar banho, um pente, uma escova e um secador para cabelos de bonecas. Queria também um serviço de chá para bonecas, um triciclo, um jogo e uma lapiseira azul.

Para a minha irmã não mande nada, porque ela só sabe estragar-me os brinquedos.

Beijinhos da sua amiga

Luísa"

– Leu tudo? Que tal aquele bocadinho em que ela diz para eu não dar nada à irmã? Veja se não é de um pessoa perder a cabeça!

– Mas não a perca, Pai Natal – dissemos. – A sua cabeça, onde cabem milhões de nomes, moradas e pedidos, é preciosa.

– Nem me fale disso! Já não tenho memória para tanta coisa. Os pedidos são muitos, as listas aumentam de ano para ano...

– Não diga que já trocou encomendas? – perguntámos.

O Pai Natal, com a sua longa experiência, deve ter imensas histórias para contar.

– Se tenho! – e as bochechas rosadas do Pai Natal alargavam-se num grande riso. – Calcule que, uma vez, num bosque, o Lobo Feroz confundiu-me com o Capuchinho Vermelho. Dei-lhe uma cacetada como prenda, mas deixei-lhe um livro com a "História do

Capuchinho Vermelho", para que ele lesse até ao fim.

– Que faz o Pai Natal quando o Natal acaba? – perguntámos.

– Descanso umas semaninhas e, depois, ponho-me a trabalhar para o Natal seguinte. Viajo muito, corro todas as exposições e fábricas de brinquedos, tiro apontamentos, faço as minhas encomendas... Quando calha, disfarço-me de velho mendigo e vou ter com os meninos, que tantos trabalhos me deram.

– E que sucede? Os meninos acarinham-no, falam consigo, dão-lhe alguma prenda? – quisemos nós saber.

– Isso sim! Sofro cada desilusão, meu amigo, que é preferível ficarmos por aqui. Talvez para o ano que vem lhe conte mais coisas.

Couberam ao Pai Natal as últimas palavras da entrevista.

Aguardemos um ano e, até lá, vejam se não desiludem o Pai Natal.

 

António Torrado
Ilustração: Cristina Malaquias

© APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros


Restauração da Independência

O primeiro dia de dezembro assinala a Restauração da Independência de Portugal.

Após a morte do jovem rei D.  Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, e devido ao fato de este não ter deixado descendentes diretos, Portugal esteve sob a governação de reis espanhóis, durante cerca de 60 anos.

Os Portugueses não estavam satisfeitos com esta situação. Foi então que, a 1 de dezembro de 1640, um grupo de revoltosos patriotas pôs fim ao domínio filipino, perseguindo e aniquilando os governantes estrangeiros, e chamando ao trono D. João IV, Duque de Bragança, o primeiro rei da 4.ª Dinastia.

Deste modo, Portugal voltou a ser um país soberano e independente, tal como o conhecemos hoje.

Fonte: "Sabes que dia é  hoje?", de Maria Lúcia Carvalhas

Calendário do Advento

Para cada dia selecionamos um miminho. Pode ser um poema, uma adivinha, uma receita, uma animação, desafios matemáticos, um jogo... mas todos eles relacionados com a época Natalícia.

Basta clicares!
Feliz Natal!

Poemas sobre o Outono

Aqui ficam... os poemas dos restantes alunos da turma 4B1.

Estão de parabéns!

sábado, 28 de novembro de 2020

Despertar o dia com Poesia! - Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

Vamos cantar?

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Dia do Planeta Vermelho

 

Também conhecido como o Planeta Vermelho, devido à sua superfície avermelhada, Marte é o quarto planeta a partir do Sol e o segundo mais pequeno no sistema solar.  

Com cerca de metade do diâmetro da Terra, este pode ser observado sem a ajuda de telescópio. No entanto, Marte tem sido o planeta mais estudado devido ao facto de existirem indícios de já ter havido água no planeta.  
Esta efeméride pretende relembrar um marco histórico: a data em que a nave espacial Mariner 4 foi lançada – 28 de novembro de 1964. Tratou-se da primeira sonda a passar pela órbita de Marte e foi responsável pelo envio das primeiras fotografias da superfície marciana para a Terra. 

Para saber mais, consulte a página do Centro de Ciência Viva do Algarve.